O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos
rosa,mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem...

"Romeu e Julieta", William Shakespeare


quinta-feira, 19 de Junho de 2008

"Adeus, não afastes os teus olhos dos meus..."

Esta noite é só nossa! Depois de ter esperado tanto tempo, encontrei-te finalmente e não quero voltar a separar-me de ti... Sempre estiveste tão perto, e eu simplesmente nunca te vi...
Dei-te a mão, finalmente o momento chegara... Os nossos olhares cruzaram-se e os nossos espíritos encontraram-se numa realidade paralela... Sentia os teus dedos a tremer... Estavas tão nervosa como eu... A noite estava gelada... Perante mim, o teu corpo estava estático, imóvel, imperturbável por tudo aquilo que se estava a desenrolar à volta... O físico deixou de importar, apenas o sentimento falava agora...
Mas, de um momento para o outro, os nossos espíritos separaram-se, voltando a tomar lugar no corpo... Não sabia o que se passava... Sentas-te-te no chão, dobras-te as pernas, puseste os braços sobre os joelhos e sobre eles deixas-te cair subtilmente o teu cabelo... Sentei-me ao teu lado, perguntei o que se passava... Disses-te que não podias faze-lo... Havia algo que te impedia... A tua boca dizia "Por favor, desculpa, não o devia ter feito... Desculpa!"... Mas os teus olhos, esses não eram capazes de me mentir, e diziam "Beija-me outra vez!"... Apesar disso, achei que não o devia fazer...
Limitei-me a dizer: "Adeus, não afastes os teus olhos dos meus..."

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