O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos
rosa,mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem...

"Romeu e Julieta", William Shakespeare


quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Onde estás?

Acordei junto ao mar... O barulho das ondas, que tinha sido para mim uma canção de embalar, servira agora para me despertar do meu sono... Olhei em volta, não estavas... Depois de procurar por ti durante tanto tempo, depois de ter percorrido o mundo todo, sentia-me agora sozinho naquele pequeno recanto... Caminhávamos agora em direcções opostas, e nem o vento parecia ser capaz de nos fazer mudar de direcção...
Era Verão! Apesar de a praia estar cheia de gente, nunca me sentira tão sozinho... Uma vasta memória do teu sorriso assolava agora o meu pensamento... Achava que era algo momentâneo, que iria perecer em breve, mas nem o vento parecia capaz de fazer as minhas memórias tremer... Não queria ser atormentado por elas, mas também não as queria perder...
Olhando em volta, tudo me parecia igual... Vivia num mundo de clones, todos iguais em pensamento e em aspecto, mentes fechadas, condicionadas por frustrações e com necessidade de se auto-afirmarem perante a sociedade... Procurava por ti, tu que me fazias sempre sorrir com as tuas palavras...
Mas insistias em não te mostrar...

1 comentários:

Carla_santos disse...

qual sentimento mais profundo de um ser que consegue transmitir a intensidade de oSER,