Fiquei a ouvir o silêncio ensurdecedor de todas as palavras que a tua boca deixou por dizer... Os teus olhos espelhavam um brilho triste, e a tua boca discordava constantemente dos teus gestos... A água lavou o teu rosto... O teu olhar tocou o meu e acariciou a minha face... Deixas-te que o esvoaçar do teu cabelo se despedisse por ti e foste embora... Naquele banco vermelho, debaixo daquela árvore, fiquei horas a falar comigo mesmo e a ouvir o sussurro do vento que embalava as folhas que as árvores atiraram para o chão...
A maré desceu, a brisa amainou e eu fiquei sentado na plateia à espera do segundo acto...
segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
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